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Museu das Descobertas

Museu Nacional de Arte Antiga

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  • ONDE E QUANDO

    Lisboa

    Museu Nacional de Arte Antiga
    Rua das Janelas Verdes
    De 31 de maio a 29 de setembro de 2019

    HORÁRIOS

    Terça-feira a domingo, 10h00-18h00
    (encerra a 13 junho)

  • DESCRIÇÃO

    O efeito transfigurador que o museu tem sobre o visitante é consequência de um mundo insuspeito de saberes, aplicados no contínuo trabalho de preservar, estudar e comunicar dissipando engano e dúvida. O museu existe para proporcionar uma experiência pessoal aa quem o visita, fruto daquela que desenvolvem os que nele trabalham, dia após dia.

    A experiência do museu assenta no ato magnético e muito pessoal da contemplação, e esta, por seu turno, origina-se no valor insubstituível do objeto como testemunho intemporal e redentor da capacidade criadora humana.

    Ao Museu Nacional de Arte Antiga pareceu oportuno levar a cabo a organização do presente projeto, abrigado sob a designação provocadora de Museu das Descobertas, num tempo que assiste a uma renovada atualidade do conceito de museu,  amplamente ilustrada na febre constitutiva de novas instituições.


    Contemplar


    A sala de um museu é lugar de experiências múltiplas. E de múltiplos encontros: com o belo, com o horrível ou o grotesco, com perguntas e com controvérsias, com a História, com os outros, mas sobretudo connosco. Porque nesse silêncio que de repente surge entre nós e uma obra de arte, que nos confronta e convida à contemplação, inicia-se um outro tipo de diálogo.

    Um diálogo íntimo, onde nos colocamos inteiros mas que concretizamos sozinhos, por muito que estejamos acompanhados por outros visitantes que, como nós, se predispuseram a ter esta experiência.


    Preservar, estudar, comunicar


    Ver o invisível, descobrir o desconhecido, reinterpretar e comunicar. O museu é como um laboratório aberto aos seus visitantes, onde se cruzam múltiplos saberes e onde a maior parte dos seus cientistas não veste, habitualmente, bata branca.

    Neste núcleo expõem-se diferentes exemplos desse esforço constante de investigação dentro do museu e da sua comunicação para os mais variados públicos.


    Religar


    Zonas de sombra, fragmentos e objetos que aparecem desamparados; o museu descobre muitos dos elos perdidos, religa-os e dá-lhes sentido. Trata-se de um processo de redescoberta, revalorização e de consagração da memória dos objetos.

    O museu cria laços, reúne peças, e devolve-lhes a sua génese identitária. Este é, contudo, um processo sempre em aberto, onde o desconhecido domina o território que o conhecimento procura iluminar.


    Desvendar


    O museu integra, protege e valoriza as obras de arte que guarda, fazendo o mesmo com o seu próprio território. O MNAA é também uma igreja barroca (a Capela das Albertas), um espaço religioso que nos faz recuar no tempo e convida à descoberta do seu lugar mais «secreto»: a sacristia, justamente envolvida num processo de conservação e restauro.


    Restaurar


    O museu conserva, limpa, restaura, partindo à laboriosa (e algo utópica) redescoberta da obra de arte original. E, deste modo, com método e perseverança, avança-se no conhecimento e faz-se ciência. As pinturas antigas retêm as marcas do tempo que por elas passou
    encobrindo muitos dos seus valores materiais.


    Salvaguardar


    As obras de arte em perigo são como as espécies em risco de extinção. O museu descobre, intervém, resgata, incorpora e devolve ao público, às vezes in extremis, memórias essenciais de um passado que pertence a todos.


    Doar


    Os museus não são necrópoles: numa moderna compreensão da universalidade do património neles colecionado, as suas obras circulam por exposições em várias partes do mundo, são mostradas noutros contextos e confrontadas com outras peças. Regressam, muitas vezes, enriquecidas por novos dados e leituras interpretativas. São inestimáveis as descobertas que ocorrem nestas circulações.


    Circular


    Património público com elevado valor simbólico e identitário, o museu é um espaço de reconhecimento e de criação, expoente de uma cidadania democrática e casa comum de sucessivas gerações. Por isso, alguns dos «tesouros» que protege e valoriza chegaram-lhe por doações, legados e outras formas de generosidade cívica.

    O museu descobre assim, em contínuo, muitos e generosos Amigos.


    Projetar


    O Museu Nacional de Arte Antiga é uma instituição que percorre uma linha do tempo iniciada em 1884. O seu passado é rico, complexo e nele se forjou a sua identidade e absoluta relevância nacional. A cada geração compete a responsabilidade de preservá-lo e aumentá-lo, em acordo com os padrões contemporâneos.

    Entre o passado evocado e o futuro entrevisto, avulta o presente: dos que fazem o MNAA, daqueles para quem o fazemos — as pessoas. É nelas que reside o sentido, primeiro e último, de um museu público.


    Rastrear


    Antigas inscrições, números de série, antigos carimbos ou etiquetas: num «Museu das Descobertas», é necessário inquirir pistas inscritas nos objetos, ou seguir o rasto de notícias fragmentadas em antigos instrumentos de registo e inventariação. Mas é assim que se recuperam conhecimentos básicos da história de uma peça ou conjunto de peças, antes de avançarmos na sua interpretação e estudo aprofundados.

    Este conjunto de desenhos foi recentemente identificado como uma série onde o seu autor, Cyrillo Volkmar Machado, ilustrou as primeiras 18 fábulas das Metamorfoses de Ovídio.

  • MATERIAIS DE INTERESSE

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