Prolongar o período escolar

Prolongar o período escolar

Impacto baixo por custo moderado, baseado em provas moderadas

Custo

O custo é indicativo do gasto adicional a ter em conta para a implementação das evidências: novos recursos tecnológicos, cursos de formação, atividades para alunos, etc. A estimativa de custo é aproximada e se baseia nos custos adicionais de uma turma de 25 alunos.

Eficácia

A eficácia é indicativa da força da evidência com base no número e tipos de estudos disponíveis, na qualidade desses estudos e na consistência das estimativas de impacto dos diferentes estudos.

Impacto
+2 meses
  • O QUE É?

    Global

    Este resumo centra-se no prolongamento do tempo de ensino e aprendizagem essencial nas escolas e na utilização de programas direcionados antes e depois das aulas. Outras abordagens para aumentar o tempo de aprendizagem estão incluídas noutras secções do Kit de ferramentas, como Trabalhos de casa, Intervenção nos primeiros anos e Escolas de verão.

    A investigação centra-se em três abordagens principais ao prolongamento do tempo de ensino e aprendizagem nas escolas:

    • Prolongar a duração do ano letivo.

    • Prolongar a duração do dia escolar.

    • Fornecer tempo adicional para grupos específicos de alunos, principalmente alunos desfavorecidos ou com baixo sucesso escolar, antes ou depois das aulas.

  • QUAL O GRAU DE EFICÁCIA?

    Global

    As provas indicam que, em média, os alunos fazem dois meses adicionais de progresso por ano com o período escolar prolongado e, em particular, através da utilização direcionada de programas antes e depois das aulas. Existem algumas provas de que os alunos desfavorecidos beneficiam mais, fazendo um progresso adicional de quase três meses. Também existem frequentemente benefícios mais alargados para estudantes com baixos rendimentos, como o aumento da assiduidade, a melhoria no comportamento e uma melhor relação com os colegas.

    Além de fornecer apoio académico, alguns programas escolares visam facultar ambientes e atividades estimulantes ou desenvolver competências pessoais e sociais adicionais. Estes programas têm maior probabilidade de resultar num impacto no sucesso escolar do que os programas com enfoque meramente académico. No entanto, não é claro se é devido às atividades adicionais ou ao aumento da assiduidade e maior envolvimento.

    A investigação também indica que captar e manter alunos em programas antes e depois das aulas é mais difícil ao nível do ensino secundário do que ao nível do ensino primário. Para terem sucesso, quaisquer aumentos no tempo escolar devem ser apoiados pelos pais e pelos funcionários, e aumentos extremos (por exemplo, mais de nove horas de escola por dia no total) não parecem ser benéficos.

  • QUAL O GRAU DE FIABILIDADE DAS PROVAS?

    Global

    As provas são moderadamente fiáveis. As decisões para aumentar a duração do ano letivo ou do dia escolar inserem-se frequentemente em abordagens mais abrangentes à reforma escolar. Isto faz com que seja difícil atribuir quaisquer ganhos de aprendizagem ao tempo adicional em si. Os ganhos não são consistentes nos diferentes estudos, indicando que o tempo adicional por si só não é suficiente – tem de ser utilizado de forma eficiente. Programas discretos ou direcionados têm maior probabilidade de terem sido avaliados de forma robusta do que outras formas de prolongamento do tempo de aprendizagem, e mesmo nestes casos existe uma variação substancial no impacto.

    Local

    A maioria das avaliações do prolongamento do período escolar é oriunda dos EUA. Todas as revisões destacam a necessidade de avaliações mais rigorosas, com medidas de resultados que demonstrem um impacto direto na aprendizagem. As provas oriundas do Reino Unido são relativamente escassas.

  • QUAIS SÃO OS CUSTOS?

    Local

    De um modo geral, os custos são estimados como moderados. O custo médio de ensinar um aluno é de aproximadamente 2772,45 € por ano (14,42 € por dia) na escola primária e de aproximadamente 3881,43 € por ano (19,96 € por dia) no ensino secundário. Como tal, prolongar a duração do ano letivo em duas semanas exigiria aproximadamente 288,33 € por aluno por ano para as escolas primárias, e aproximadamente 399,23 € por aluno por ano para o ensino secundário. As estimativas sugerem que os clubes pós-escolares custam, em média, 7,76 € por sessão por aluno. Uma sessão semanal custaria, portanto, 302,75 € por aluno no decurso de um ano letivo de 39 semanas. O recurso a funcionários com boas qualificações e com formação pode aumentar estas estimativas de custos.

  • O QUE DEVO TER EM CONTA?

    Global

    O planeamento é importante para tirar o máximo partido do tempo adicional. Deve ir ao encontro das necessidades dos alunos e aumentar as capacidades já adquiridas.

    Programas pós-escolares com uma estrutura clara, uma ligação forte ao currículo e funcionários com boas qualificações e boa formação estão mais claramente ligados a benefícios académicos do que outros tipos de oferta de horas adicionais.

    Atividades de enriquecimento sem um enfoque específico na aprendizagem podem ter impacto no sucesso escolar, mas a ligação não está bem estabelecida e o impacto de diferentes intervenções pode variar bastante (consulte as entradas para Participação em artes ou desporto).

    Já explorou de que forma a qualidade do ensino e da aprendizagem pode ser melhorada durante o período escolar? Pode ser mais barato e mais eficiente tentar introduzir primeiro programas ou práticas mais baseados em provas no dia escolar existente.